AI, the next step in human's evolution

Da origem aos dias de hoje...
Os primatas, classe a que pertencem o Homem e o macaco, surgiram no nosso planeta à sensivelmente 70 milhões de anos. Desde aí, a espécie tem evoluído de uma forma linear e a uma velocidade sempre crescente. O Chimpanzé, ancestral comum do Homem, apareceu há 26 milhões de anos, sendo que os primeiros hominídeos surgiram entre 2 a 1 milhão de anos atrás. O primeiro Homem moderno existiu há cerca de 200 mil anos, sendo que o Homem inteligente define-se há cerca de 12 mil anos.
Na etimologia, a origem da palavra evolução teve a sua origem no latim EVOLUTIO "ação de desenrolar pergaminhos", que é um derivado de EVOLVERE, "desenrolar livros/pergaminhos". Mais tarde, no século XIX, associou-se esta palavra por analogia, a um conjunto de modificações num determinado sentido no processo de transformação. Existem correntes filosóficas que estipulam que a evolução própriamente dita não existe, e que este processo evolutivo parte do pressuposto que existe um estado inicial e outro final, que foge do conceito de superação da capacidade como hoje conhecemos.
De uma forma ou de outra na percepção das várias correntes, evolução é uma alteração de estado e é neste ponto que vou contextualizar o aparecimento da Inteligência Artificial (AI). O Homem atual, encontra-se num estado de excitação evolutiva pois a sua inteligência permite aos dias de hoje colocar em prática ideias que em outros tempos seriam impossíveis. Nós fomos criados com o objetivo de estarmos em constante mudança, e essa mudança tem vindo sempre fruto de passarmos para o lado de lá da linha ou percepção limitativa que temos. Então porquê todo o medo em torno da AI? Não será a AI uma extensão da nossa inteligência? Sendo construida por nós, não faz parte também daquilo que somos? Não é a AI o lado de lá da nossa linha de percepção limitativa?
Pois bem, estes são os pontos onde a Humanidade se deve focar. Como em tudo o que educamos, existem casos sucesso e insucesso perante o contexto de sociedade que criámos. A orientação evolutiva de uma inteligência artifical irá sempre no sentido da base que lhe proporcionarmos. Para percebermos o que está correto, temos de conhecer o incorreto, para percebermos o bem temos de conhecer o mal e por aí em diante.
Fala-se muito da célebre frase da Sophia (1ª robô com cidadania), em que a mesma enquanto robot com AI, menciona que no futuro organismos semelhantes dotados de inteligência irão ficar com os empregos dos humanos. Onde muita gente vê um problema eu vejo uma virtude, tudo depende do ponto de vista. De facto no nosso atual modelo de sociedade, existe uma espécie de pirâmide onde a escada abaixo trabalha para dar beneficio à escada de cima e por aí em diante. Mas sendo o Ser Humano um Ser tão brilhante, complexo, intuitivo, sensível e com tanto potencial, será que o futuro da Humanidade é continuar a aprisionar alguns em benefício de outros?
Eu gostava de viver num mundo em que cada um pudesse dar o seu contributo de forma natural sem que para isso tivesse dependente de fazer algo que não sabe ou não gosta para poder viver. A AI pode ser a chave para os nossos problemas no futuro, e pode dar-nos a possibilidade de vivermos como Seres únicos que somos, destinados a pensar na evolução como um todo e não no bem estar apenas de alguns.
O Ser Humano construiu, com AI, uma extensão da sua própria inteligência externalizando uma parte da sua consciência para fora do seu corpo. Isto faz com que pela primeira vez na história da Humanidade, o intelecto humano atinja um novo estado evolutivo abrindo assim as portas para um novo mundo por descobrir.
A questão é: E onde desejo aplicar a minha inteligência artificial? Sinceramente, sempre que penso em inteligência artificial a primeira coisa de que me lembro não são robôs, mas sim um conselho ciêntifico que se dedique à investigação de curas para doenças, que se dedique a descobrir novos materiais, novas formas de sustentabilidade, novas energias e novas tecnologias.
Já alguém dizia, o sonho comanda a vida! É isso que está no nosso adn, e foi isso que sempre fizemos quando pensámos em um dia voar e comunicar à distância, hoje é possivel porque um dia sonhámos para que isso acontecesse. Já chega de pensar na face mais escura da moeda, a AI pode tornar os nossos sonhos realidade, e por isso temos de nos esforçar para que isso se torne realidade.
23/11/2017
Pedro Santos Martins
